Espaço Cuidar

Clínica de Psicologia Existencial
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Sou amante das histórias e “causos” de minha terra. Lembro-me, com carinho e muita saudade, da minha infância, vivida no sul das Minas Gerais. Foi neste período, que aprendi com meus avós paternos o gostinho de uma boa “prosa”. Ah, como era bom ficar sentada na taipa do fogão à lenha, ouvindo meus avôs me contarem suas histórias…

Todos nós temos histórias para narrar, sejam elas reais ou fictícias, fábulas ou contos de fadas, com o final feliz ou triste. Mas, não há nenhuma que possua maior valor do que a nossa história de vida. Aquela que escrevemos todos os dias do nascer ao pôr do sol. Esta sim é a mais importante de todas elas, porque somos nós que a inventamos, por meio de nossas escolhas.

Mas como é bom ver que o repertório das histórias fictícias, narradas pela vovó e pelo vovô, me ajudam pouco a pouco a escrever a minha própria história! Isso acontece porque elas me levam a refletir sobre os mais variados temas. São como tesouros passados de geração em geração. Tenho orgulho de minha coleção de histórias e por onde passo, procuro espalhá-las. Afinal, os melhores tesouros são aqueles que podemos compartilhar!

Como estou passando por aqui, gostaria de lhe deixar uma historinha. Ela aconteceu na época em que os fotógrafos de caixa preta ficavam no meio da praça da cidade esperando por aqueles que quisessem tirar uma foto. Mas o personagem principal desta história, embora seja um fotógrafo, era um homem maluco, que não ficava um só minuto parado. Ele andava inquieto, pra lá e pra cá, quando um velhinho, percebendo sua ansiedade, perguntou o que procurava. O jovem fotógrafo respondeu que gostaria de registrar a coisa mais bela do mundo em uma fotografia. O ancião muito sábio pediu que procurasse pelo padre, pois além de ser a maior autoridade do vilarejo, era uma pessoa muito culta. O sacerdote, entretanto, o orientou que entrasse na igreja, pois lá encontraria a coisa mais bela do mundo, a fé. Assim o fotógrafo o fez, mais não era bem isso o que procurava. Faltava algo. Descendo a escadaria da igreja, ele avistou uma noiva sorridente e perguntou se ela sabia qual era a coisa mais bonita do mundo, no que ela disse ser o amor. Pensativo, o fotógrafo continuou sua busca. Já cansado, sentou-se no banco da praça, inquieto e insatisfeito com as respostas encontradas. Seu comportamento chamou a atenção de um soldado que perguntou se poderia ajudá-lo de alguma forma. Neste instante, o fotógrafo fez-lhe a mesma pergunta e o soldado respondeu: “A guerra é a coisa mais feia que já pude ver. Onde você encontrar a paz, fique certo de que encontrará a beleza”. O fotógrafo voltou para a casa pensando como poderia registrar fé, amor e paz, numa única fotografia. Ao entrar em casa, desanimado, deparou-se com o que tanto procurava. Nos olhos dos filhos estava a fé. O amor brilhava no sorriso de sua esposa. E em seu lar, havia a paz de que lhe falara o soldado. Levou as mãos na cabeça e pensou como não pôde ver isso antes… Foi então que fotografou o próprio lar.

Através desta história, aprendi que, passe o tempo que passar, aconteça o que acontecer, a coisa mais bela e preciosa do mundo é um lar, onde podemos encontrar fé, amor e paz!  

    Leidilene Cristina Pereira

    Psicóloga – Pouso Alegre/MG

    e-mail: leidy_cris@yahoo.com.br 




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2 Comentários para “Fé, Amor e Paz”

  1. ESTOU BUSCANDO CONTATO COM LEIDILENE CRISTINA PEREIRA, MAS NÃO CONSIGO. GOSTARIA DE AGRADECER A COLABORAÇÃO DA MESMA NA MINHA MONOGRAFIA. SEBASTIÃO JORGE CORREA

    SEBASTIÃO JORGE

  2. Olá Sebastião! O e-mail dela é leidy_cris@yahoo.com.br

    Um abraço!

    Anna Paula Rodrigues Mariano, Psicóloga e Psicoterapeuta Existencial

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